E se olhas de repente para um céu distinto, um céu primeiro e azul como o azul nunca se deu, olhas para ti. O tempo é uma ilusão muito concreta. Mas nesse instante em que tomas a ti mesmo em teus braços, fortes ou neurastênicos, em teus braços jovens ou flácidos, o tempo, essa casa que se arruína, e em cujas superfícies as trepadeiras medram, sobe no ar suspenso em balões de festa e deixa a terra e o céu crescerem ao infinito. O azul que se espanta ao ver a si mesmo na imensidão é o teu espanto e a tua alegria ao conhecer a ti mesmo. Então finalmente compreendes o que o amor é. Estás disperso por todas as coisas, e dúvida não há mais porque teu pensamento agora é o que vês e o que sentes. O amor é a beleza, e não há nada além da beleza. Deus te criou e criou todos os seres para contemplar a si mesmo, para ver sua beleza.
Comentários
Postar um comentário