Chega o trem... e se desfaz. O apito anuvia, esfumaça
É calíope, e dentro dele o vapor longamente passa,
Provoca o ardor, o movimento, a sumidez e embaça...
Se enleia ao ar em círculo sublime, se lança ao chão
sem a menor graça
Fuligem! Fogem todas as coisas para o jazigo
Onde as flores, as belas perfumadas, até elas
se fazem antigas
Murcham, sem brio ou prece, em decomposição
urdida em Deus
Meu destino, pois, não será diferente: serei fumaça!
No entanto, tal qual o rastro sonoro do trem,
que à memória se agarra
Alguma coisa de mim desgarrada, liberta, encantada
Anunciará regressos
Revelará segredos
Provocará o pranto
E o riso...
Serei eu também o apito.
É calíope, e dentro dele o vapor longamente passa,
Provoca o ardor, o movimento, a sumidez e embaça...
Se enleia ao ar em círculo sublime, se lança ao chão
sem a menor graça
Fuligem! Fogem todas as coisas para o jazigo
Onde as flores, as belas perfumadas, até elas
se fazem antigas
Murcham, sem brio ou prece, em decomposição
urdida em Deus
Meu destino, pois, não será diferente: serei fumaça!
No entanto, tal qual o rastro sonoro do trem,
que à memória se agarra
Alguma coisa de mim desgarrada, liberta, encantada
Anunciará regressos
Revelará segredos
Provocará o pranto
E o riso...
Serei eu também o apito.
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