Simples e absurdo. A Praia Vermelha engolida pelo arrebol marinho, sangrenta da mordida do cão. A Praia Vermelha vermelha. Rola na orla um som bonito, "Toada", e o Boca Livre a quatro vozes. As ondas dispersam na areia grossa, boa de tirar depois, e fazem o barulho das coisas que acabam e não acabam, muito paradoxalmente. Uma senhora observante diverte-se com o papo duns jovens, os jovens divertem-se ruidosamente, a chama acesa. No alto, voam os urubus, pois há nuvem negra, e rasga o céu o morro do Pão de Açúcar, quase derretendo no fim do dia. O dia, o dia. Incendeia o coração, vermelho, e, depois de umas tragadas bem fundas, deixa-se cinza no cinzeiro.
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