Um brinde a Rimbaud!

Meu poeta maldito
Disseste um dia o meu destino:
Atingi o desconhecido!

Tornei-me poeta, como vês
Libero os sentidos
Os versos
Quebro, arruíno, desmantelo
(O mundo é outro, e também outra é
a poesia)

O sol, já nasci com ele
Imaginaste alguma vez a América do Sul?

Surpreendo-te!

De onde estiveres
Olharás, boquiaberto-
sim, tu, boquiaberto!- quando eu
levantar o copo e fizer um brinde
à perversão

Hoje vou ao mar, é minha promessa
Dessas que se faz
quando muito se quer
E cantando, rodopiando
Feito louca mulher
Os meus pés
serão (desvairados)
os meus pés serão os
teus pés.

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