Não sei o que escrever: paira sobre mim uma vontade de digitar, letra por letra, que só assim é que se faz palavra, qualquer coisa, pensamento abundante e inefável, sumiço consciente do mundo real. Ah, minhas asas se rebelam. Não posso domá-las. E que será feito de mim se não controlo as palavras? Olha, que descuido meu, estraguei a metáfora! As asas viraram palavras! Estou sumindo aos poucos nesse não fazer sentido. Ícaro, estou perto de ti; dá-me o braço para juntos morrermos de iluminação.
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